terça-feira 10 de Abril de 2012
Olhar, a partir da fé, para a morte e ressurreição de Cristo supõe aceitar, como algo importante, a nossa vida concreta, a actual, a do dia-a-dia; aceitar a necessidade de conversão, isto é, mudar de atitudes. Isto significa renunciar à ambição, ao prazer narcisista, às más relações vicinais, à imposição dominante sobre o fraco, e viver com a nova condição de filhos de Deus, que a Sagrada Escritura classifica de justiça verdadeira ou santidade.
Pela nossa identificação com a pessoa de Jesus, recebe-mos de Deus a salvação; mediante a nossa conversão pessoal, podemos levar a cabo uma alteração própria e comunitária de comportamento, que nos afaste do pecado e nos incorpore numa vida nova em Jesus Cristo.
«Quem diz que conhece a Deus, mas não guarda os seus mandamentos é – nas palavras de São João – um mentiroso e a verdade não está nele; ao passo que quem guarda a sua palavra, nesse é que o amor de Deus é verdadeiramente perfeito» (1 Jo 2, 4-5). Ser santo é interessar-se pelos outros, ajudar os necessitados, compartilhar a alegria da mesa, auxiliar, na medida do possível, os doentes, escutar quem vive no solidão, acolher os imigrantes, etc.
Ressuscitar é viver agora, dia após dia, de uma forma nova, em família, na política, nas elações profissionais ou de trabalho, na vizinhança; é viver na justiça e na santidade verdadeira, é viver na veracidade, guardando os mandamentos. Para ressuscitar, não esperemos pelo último dia. É agora o tempo propício para começar. Comecemos já!